Brasil nomeia novos chefes de forças no aniversário do golpe

Dezenas de manifestantes se reuniram nesta quarta-feira no Rio de Janeiro e em Brasília para mostrar seu apoio ao presidente Jair Bolsonaro, que na véspera demitiu o ministro da Defesa brasileiro, provocando a demissão sem precedentes de todos os comandantes das três forças armadas.

O anúncio dos comandantes suplentes foi feito pelo novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, no aniversário do golpe militar de 1964, que também foi comemorado pelos manifestantes na quarta-feira.

Os novos comandantes da Marinha, Aeronáutica e Exército estão entre os mais antigos generais na ativa na ativa, preservando as tradições militares e a rígida hierarquia do Brasil.

Após a substituição de Bolsonaro de seu ministro da Defesa na segunda-feira, houve uma apreensão generalizada de uma mudança militar para servir aos interesses políticos do presidente.

O Ministério da Defesa relatou as demissões, aparentemente inéditas desde pelo menos o fim do regime militar, há 36 anos, em nota divulgada sem justificativa.

Mas analistas expressaram temor de que o presidente, cada vez mais sob pressão, esteja agindo para afirmar maior controle sobre os militares.

A mudança ocorreu poucos dias antes do aniversário do golpe militar de 1964, um evento pelo qual Bolsonaro expressou repetidamente seu apoio e admiração.

Os comandantes “se recusaram a apoiar algumas iniciativas políticas, decisões e avaliações do presidente, inclusive sobre a pandemia, as questões do confinamento, etc., para evitar politizar demais as Forças Armadas”, disse Carlos Fico, historiador especializado em ditaduras cívicas militar.

Desde o retorno do Brasil à democracia em 1985, os militares têm tentado manter distância das disputas políticas partidárias.

No início deste mês, Bolsonaro começou a mencionar os militares em conexão com sua disputa com governadores de estados e prefeitos sobre medidas restritivas destinadas a conter a disseminação do coronavírus na maior nação da América Latina.

Falando a apoiadores fora do palácio presidencial na noite de terça-feira, Bolsonaro não falou sobre os três comandantes.

A primeira declaração de Braga Netto em seu novo cargo mostrou que ele está alinhado com as visões de Bolsonaro sobre as Forças Armadas.

O novo Ministro da Defesa, ao contrário de seu antecessor, celebrou a ditadura militar de 1964-1985 que matou e torturou milhares de brasileiros.

Bolsonaro promoveu uma sacudida nos cargos do governo na segunda-feira que foi inicialmente vista como uma resposta às demandas de uma correção de curso por legisladores, diplomatas e economistas, especialmente por sua forma de lidar com a pandemia que causou mais de 300.000 mortes no Brasil.

Isso incluiu a substituição do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, que disse em sua carta de demissão que “preservou as Forças Armadas como instituições do Estado”, um aceno ao seu esforço para manter os generais fora da política.

Bolsonaro muitas vezes se irritou com freios e contrapesos impostos por outros ramos do governo e participou de protestos contra a Suprema Corte e o Congresso.

Ele também criticou o Supremo Tribunal Federal por defender os direitos dos governos locais de adotar restrições à pandemia, às quais ele se opõe fortemente, argumentando que os efeitos econômicos são piores do que a própria doença.

Bolsonaro viu sua popularidade aumentar no ano passado, graças a um generoso programa de divulgação de pandemia.

Essa popularidade caiu desde o fim do show em dezembro, e os protestos contra ele foram renovados conforme o número de mortes diárias no país sobe para o maior do mundo.

(Isenção de responsabilidade: esta história não foi editada por www.republicworld.com e é gerada automaticamente a partir de um feed distribuído.)

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