Desmatamento na Amazônia brasileira cai pelo terceiro mês, segue alto – Meio Ambiente

O desmatamento na floresta amazônica do Brasil caiu em setembro pelo terceiro mês consecutivo em comparação com um ano atrás, dados do governo mostraram na sexta-feira, mas a destruição ainda é muito maior do que antes da posse do presidente Jair Bolsonaro em 2019..

O desmatamento na maior floresta tropical do mundo caiu 10 por cento nos primeiros nove meses de 2020, em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados pela agência governamental de pesquisas espaciais INPE.

Setembro foi o sétimo mês com maior desmatamento já registrado, batendo qualquer mês nos dois anos anteriores à posse do Bolsonaro.

“Os números do desmatamento ainda são terríveis e inaceitáveis”, disse Marcio Astrini, da ONG Observatorio del Clima, que disse que os alertas de desmatamento costumavam ser medidos em centenas de quilômetros quadrados e agora são registrados em milhares.

“Tudo o que nos levou a este cenário de caos ambiental, desmatamento descontrolado e crime tomando conta da Amazônia continua existindo”, disse ele à Reuters.

Defensores ambientais culpam o direitista Bolsonaro, que reverteu a aplicação das leis ambientais e pediu áreas protegidas para mineração e agricultura na Amazônia, por encorajar madeireiros, fazendeiros e garimpeiros ilegais a destruir a floresta.

Leia também: Aumento de incêndios na Amazônia brasileira em julho

Bolsonaro diz que seu objetivo é tirar a região da pobreza e que a quantidade de floresta ainda em pé mostra que o Brasil é um modelo de conservação.

La semana pasada, el candidato presidencial demócrata de Estados Unidos, Joe Biden, pidió un esfuerzo mundial para ofrecer 20.000 millones de dólares para poner fin a la deforestación del Amazonas y amenazó a Brasil con “consecuencias económicas” no especificadas si no “dejaba de talar o bosque”.

Em resposta, Bolsonaro criticou Biden por fazer ameaças covardes à soberania do Brasil.

Apesar de meses consecutivos de desmatamento para baixo, a medida oficial de desmatamento do Brasil para 2020 deve mostrar um aumento.

O desmatamento é medido anualmente pela quantidade de floresta que foi derrubada no final de julho, em comparação com agosto anterior. Esses meses têm menos nebulosidade que interfere nas imagens de satélite. Nesse período, o desmatamento aumentou 34,6 por cento para 9.216 quilômetros quadrados, mostram dados preliminares.

Os dados finais são geralmente muito mais elevados do que os números preliminares. O Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia Brasileira (IPAM) estima que o número final de desmatamento ficará acima de 14.000 quilômetros quadrados. Essa é uma área maior do que o estado americano de Connecticut.

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